No deserto caminhei, com Satanás e todos seus sete mil demônios.
Lá me machucaram, desdenharam do meu raciocínio e essa foi a prova.
Para que eu escapasse da cruz e ficasse esperta.
Uma grande parte da doçura foi embora. O que sobrou estou usando pra mim.
Num mundo onde chove àcido o açúcar não tem lugar.
Num mundo onde a cada centímetro você encontra um espinho, você não pode ser frágil.
A parte que caminha agora tem um pouco de Satanás e seus demônios.
Mas se sente feliz por escapar da cruz.
Uma felicidade fria, de quem perdeu a fé.
Mas ainda sim contenta o que precisa ser contentado.
Nesse tempo percebi que não preciso rezar.
Tenho drogas para me confortar.


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