Esse texto não é meu… mas o acho fabuloso. Fala da fé que temos no tempo, de que ele torna as coisas perfeitas ou suportáveis.
Autoria de Fred Martins e Alexandre Lemos
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Me disse vai embora, eu não fui
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que machuca o tempo
O tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que magoa o tempo me passeia
Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil no pólo sul
A dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul
A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta


2 comments
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Junho 19, 2008 às 12:40 pm
Paula
Concordo, o texto é muito bom… E a música também é linda!
Adoro essa passagem:
“Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul”
Junho 20, 2008 às 5:49 am
silvio
Essa canção é deslumbrante, e um dos momentos mais belos do mais recente show de Ney Matogrosso, o excelente “Inclassificáveis”. A interpretação de Ney é fantástica, mas acho que valeria a pena creditar a autoria da canção, que é da dupla Fred Martins e Alexandre Lemos. Um abraço!